quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Agora é sério! (1a. parte)

“Queiramos ou não, a comunicação eletrônica está moldando, ativamente, a estrutura do mundo atual. Se a revolução industrial precisou de cem anos para modificar as estruturas sociais, a revolução informática e eletrônica o está conseguindo em poucos lustros.Os responsáveis pelos sistemas educacionais não devem ficar à margem de um fenômeno tão problemático e comprometedor. É urgente a necessidade de revisar a educação à luz das novas exigências que nos oferecem os meios de comunicação social, tanto por seu conteúdo quanto por suas formas.”
Francisco Gutierrez Perez, Bogotá, 1970.
Caros amigos, prestem atenção à data: 1970!
Certamente muitos de nós já ouvimos essa conversa, se bem que não com as mesmas palavras, mas com outras, que no fim, dão no mesmo. Modernizar, atualizar, reformular a prática de ensino, para adequá-la a evolução dos sistemas de informação que a globalização vem impondo à sociedade do final do século XX e início do XXI que estamos todos vivendo.
Em alguns cursos de Licenciatura, há pouco tempo, já se vêm fazendo referências à informatização e à comunicação social. Já é um tremendo avanço!
No entanto, para muitos, isso tudo parece não passar de “matéria para ser estudada somente na faculdade”, porque, quase em uníssono, o comentário é sempre o mesmo: de que adianta ouvir e estudar tudo isso, se quando chego na minha escola, os recursos de que disponho, não são mais do que giz e cuspe?
Depois de passar muito tempo ouvindo essa mesma história, ouvindo as angústias e ansiedades de colegas que não conseguiram ainda modernizar suas aulas de acordo com os novos tempos, posso dizer, quase com toda a certeza, que os cursos de graduação e de formação não estão sendo devidamente claros quando tentam transmitir o que muitos chamam de "pensamento de modernização", de modo a realmente nos auxiliar naquilo que interessa de verdade, no dia a dia: uma remexida geral na prática de sala de aula que funcione e que seja adequada às necessidades daquele a que se convencionou chamar de novo aluno.
O aluno não é novo nada, as exigências é que são outras! (indisciplina e falta de educação serão comentadas em breve) O aluno é o mesmo, cujo único motivo, quase sempre, por que vai à escola é encontrar com os amigos... mais atualmente, mexer no computador da escola (ou passar o tempo, comer a merenda, etc, etc...). E, a direção cobra... porque também é cobrada. E todos somos muito cobrados! Temos de estar no top de linha da modernização!!! Ai, meu Deus!
E, nós, pobres professores, nos vemos acuados, porque de um lado sofremos a pressão dessa nova ordem educacional e, de outro, não sabemos qual prática desenvolver, não por nossa culpa ou ignorância, a pressão é pesada mesmo.
Desde as primeiras notícias que tivemos de que o uso da Informática traria muitas mudanças ao Ensino e à prática de sala de aula, muitos de nós, já com vários anos de estrada – ou de lousa, como queiram – ficamos preocupados com o quê seria, afinal, feito de tudo aquilo que aprendemos no Magistério, na Pedagogia e nas Licenciaturas. A pergunta que atormentava era: o professor será substituído pelos computadores? Depois de, pelo menos, duas décadas de estudos, pesquisas, boatos e estatísticas, podemos afirmar com certeza: Não, amigo/a! O professor não será, nunca, substituído pelos computadores nem por máquina nenhuma.
Ainda tem mais... Me aguardem!

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